quarta-feira, 10 de julho de 2013

Depois de tudo.


Ontem eu escutei suas músicas preferidas. Falei que coisas que sabia que você falaria e ri de coisas que seriam engraçadas para você. Imaginei cada pedaço seu só para te ter mais perto de mim. 
Em cada coisa que fiz, achei um pouco de ti. Nem tente me pedir para  explicar, porque nem eu mesma sei entender, mas acho que ontem foi o dia em que mais senti sua falta. 

sábado, 8 de junho de 2013

Dança comigo?

      

   Eu ainda lembro da nossa última dança Suas mãos tocaram, levemente minha cintura e, com um movimento rápido, você me puxou para perto de si. Minhas mãos tocavam o seu pescoço, era nossa música que estava tocando. Lembro-me de recostar minha cabeça sobre seu peito e você dizer que me amava. Guardei cada passo que demos juntos, mas principalmente, o beijo que me destes após a dança, afinal, aquele seria o último.

"What day is it?"

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Deixe estar como está.

Eu queria poder te ligar e pedir desculpas pelo modo como falei com você. Queria poder dizer que não consegui dormir e acordei com olheiras terríveis, porque passei a noite pensando em você e no que havíamos conversado. Que passei o dia todo olhando para a janela imaginando se você iria aparecer aqui só para me ver durante alguns minutos ou então que esperei o dia todo pela sua ligação, mas não farei nada disso. Fazer qualquer uma dessas coisas seria quebrar uma regra que eu mesma criei sem perceber: nunca, jamais dê o braço a torcer. É tolice, eu sei, - E que tolice, não é mesmo? - mas mesmo que agora a vontade seja imensa, não farei isso, só dessa vez eu tenho que cumprir a regra que eu criei. Chega um momento em nossas vidas em que umas coisas prevalecem mais que as outras e o meu silêncio anda prevalecendo na maioria das situação. Se você não vai entender ou mesmo qualquer outra pessoa não tenha interesse em saber ou entender também, prefiro guardar pra mim. Lugarzinho quentinho, aconchegante, silencioso assim como eu. 

terça-feira, 19 de março de 2013


Há quem diga que as decepções nos fazem mais fortes, mas acho que sou a exceção a essa regra. Não me sinto forte ou mesmo preparada para mais decepções, estou começando a aceitar que eu sou a pessoa que mais crio expectativas. Posso até dizer que não crio, mas lá no fundo, eu sempre espero que as coisas sejam diferentes, imagino certas coisas e no final aquela pontinha de decepção surge e aumenta a cada passo.
É exaustivo! Estou cansada disso, preciso de um tempo só pra mim.


Tirando as teias de aranha.

Eu não queria mais escrever, na verdade, há muito tempo havia esquecido que, aqui, eu posso falar o que quero. Não sei, ando me sentindo tão presa. A gente cresce, muda completamente, passa a guardar certas coisas dentro de nós e talvez seja isso que esteja me sufocando, sufocando ao ponto de eu nem saber escolher direito as palavras para colocar o que sinto aqui. Talvez eu tenho me acostumado a ver certas situações e me calar, deixar minha opinião dentro de mim, achando que assim seria melhor para todos, mas quem sofre sou eu.

terça-feira, 12 de março de 2013

Porque não?



Ele pode estar olhando as suas fotos neste exato momento. Porque não? Passou-se muito tempo. Detalhes se perderam. E daí ? Pode ser que ele faça todas as coisas que você faz, escondida. Sem deixar rastro nem pistas. Talvez ele passe a mão na barba mal feita e sinta saudade do quanto você gostava disso. Ou percorra trajetos que eram seus, na tentativa de não deixar que você se disperse das lembranças. As boas. Por escolha ou fatalidade, pouco importa, ele pode pensar em você . Todos os dias. E ainda assim preferir o silêncio. Ele pode reler seus bilhetes, procurar o seu cheiro em outros cheiros. Ele pode ouvir as suas músicas, procurar a sua voz em outras vozes. Quem nos faz falta acerta o coração como um vento súbito que entra pela janela aberta. Não há escape! Talvez ele perceba que você faz falta. E diferença. De alguma forma, numa noite fria. Você não sabe. Ele pode ser o cara com quem passará aquele tão sonhado verão em Paris . Talvez ele volte. Ou não.
 Caio F. Abreu

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013